Love’s Power 1.6

Não se lembra da última parte da história? Ela está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Abro a porta finalmente e me despeço da minha cliente. Ele ainda está ali, parado, em pé, esperando, vestido como uma puta, é tão ridículo que não seguro meu riso ao vê-lo. Meu Deus! O que ele está fazendo? Em fração de segundo, se ajoelhou e beijou meus pés! Com essa roupa, eu morreria de vergonha no lugar dele. Quem é esse cara? Que sentimento é esse que leva uma pessoa a se submeter a isso?

Mando ele entrar e sentar, ainda tenho duas clientes e ele terá que esperar. Explico a porta trancada e dessa vez a deixo aberta para ventilar um pouco. Ele está sentado de frente para essa porta, todos na rua podem vê-lo ali, vestido daquele jeito. Bem, se ele gosta de ser maltratado, darei o que ele quer. Mas uma coisa ainda me intriga: ele mora com os pais, eu nunca deixaria um filho meu sair de casa daquele jeito. Como ele conseguiu sair vestindo aquela roupa? Será que brigou com os pais por minha causa? Talvez eu tenha pegado pesado com ele. Não imaginava que ele teria coragem de cumprir. Não quero ele brigando com a família por minha causa, somos apenas amigos, mas ele não entende isso. Eu deveria ter imaginado que a loucura dele chegaria a esse ponto, deveria ter recusado qualquer possibilidade de fazer isso com ele. Deveria saber que ele entenderia isso como uma chance de ficar comigo e não como brincadeira de amigos, e consequentemente que ele não perderia a chance nem que tivesse que brigar com o mundo inteiro para isso. Preciso aprender a pensar nele como o Biruta apaixonado que ele é, ao invés de pensar como o amigo nerd que um dia ele já foi.

— Me diz uma coisa, putinha. O que seus pais disseram de você sair de casa vestido desse jeito? — Meu coração gela, mas preciso ouvir a resposta.

— Na verdade não saí vestido assim, minha Rainha. Me troquei dentro do carro, aqui em frente. — Ele responde, me deixando mais aliviada. Embora, ao mesmo tempo, um tanto furiosa por ele me fazer sentir tão culpada sem motivo.

— Hummm. Então quer dizer que você tem roupas normais no carro? De homem? — Continuo, tentando disfarçar os sentimentos conflitantes que tomaram conta de mim.

— Sim senhora. — Ele responde, abaixando a cabeça, envergonhado.

— Vá buscar. Quero ver com que roupa você veio. — Nem sei o que farei com essas roupas, mas isso não vai ficar assim.

— Sim senhora, imediatamente minha Rainha. — E imediatamente mesmo ele se levanta e busca uma mochila, se ajoelha aos meus pés e suspende-a para mim. — Está tudo aqui dentro minha Rainha.

Lhe mando esparramá-las no chão para que eu possa ver, pois estou com as mãos ocupadas. Ele obedece estendendo-as no chão de forma que fiquem todas visíveis.

— Essas roupas não deveriam ter te acompanhado até aqui. — Olho para as roupas, balançando a cabeça de forma a reforçar minha desaprovação. — O que eu farei com você agora para que aprenda?

— Perdão minha Rainha. — Ele implora. Eu gosto, mas não vai adiantar. Se ele me quer malvada, vou mostrar como posso ser malvada.

— Me dê aqui essa cueca. E depois faça uma bola com as meias. — Ordeno, já imaginando o que farei com ele agora.

Ele me obedece e, por um instante fico com pena de estragar uma cueca dele, que visivelmente não é das mais baratas, uma Calvin Klein de um tecido macio. Mas estou com raiva, não vou recuar. Corto a cueca entre as pernas e em uma das laterais, transformando-a em uma faixa de pano. Enquanto isso ele continua implorando o perdão.

— Já chega. Cansei da sua voz. Agora enfie essa bola que você fez com as meias na boca. — Ordeno e amarro aquela faixa de pano que improvisei, mantendo as meias dentro da boca dele. Isso deve ensinar a lição para ele.

Começo a pisar com tanta raiva naquela camiseta azul dele estendida no chão. Bato o pé, esfrego no chão, esfrego os pés nela. Logo ela já está cheia de buracos. Droga, acho que exagerei. Coitado dele, dessa vez deve desistir e eu vou entender. Ele não conseguiria sair de casa vestido do jeito que eu mandei, fez o melhor que pode. E até que ele fez bastante, olha lá sentado na frente da porta aberta daquele jeito. Tudo isso para me agradar! Tudo isso por amor! E eu nunca nem fiquei com ele. Quando eu disse que ele era diferente de todos os homens que eu conheço, eu não imaginava que fosse tão diferente assim. Nunca ninguém faria isso por mim.

Meu devaneio me levou tão longe que quando dei por mim já estava terminando com aquela cliente. Me despedi dela e ao voltar reparei no cinto na calça do biruta. Um cinto largo e grosso, de couro, desses de peão mas sem aquela fivela grande. Tirei o cinto da calça e sem que eu pudesse controlar se abriu um sorriso na minha cara e meu olhar se moveu para o alto e para a esquerda. Exatamente a expressão que ele me disse que deixa ele louco. Acho que agora entendi, essa é a expressão que faço quando tenho ideias maliciosas, ainda não tinha reparado nisso. Ah, deve ser doído apanhar com esse cinto hein! Dou uma batida na palma da minha mão que fica vermelha. Uau, dói mesmo! E em uma coisa ele tem razão: eu adoro ver as pessoas sentindo dor e saber que eu sou a causadora. O problema é que isso me assusta, não quero machucar ninguém. Eu não sou um monstro! Mas se ele gosta mesmo de apanhar… eu posso fazer isso por ele.

CONTINUA…

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Love’s Power 1.5

Não se lembra da última parte da história? Ela está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Em uma coisa ele está certo, foi muito divertido fazer aquela.. — como ele chamou mesmo? Ah sim, cena — aquela cena que fizemos no aniversário da F. Mas tenho medo, li que sádicos podem até matar a pessoa só para ter prazer, tenho medo de mergulhar nesse meu lado sombrio e afundar demais, nunca mais conseguir sair. Ele me disse que não chega a tanto, que é seguro e tudo mais, mas sempre tenho a impressão de que ele não está falando toda a verdade. Ele quer me convencer a fazer isso com ele, por quê ele falaria a verdade sobre os riscos, correndo o risco de me afastar de vez da ideia? Naquela cena eu peguei leve, mal encostava nele, mas ele vai querer que eu vá bem mais longe, tenho medo de machucá-lo. Eu gosto dele — bem, gosto como amigo, né? — não quero machucá-lo, não quero me aproveitar do que ele sente por mim, sei como dói quando a pessoa amada se aproveita de quem a ama.

Bem, mas uma depilação eu posso fazer, já trabalho com isso, sei como fazer. Se é esse o fetiche que ele tem é melhor que eu mesma faça do que alguma mulher que não sabe o que está fazendo e pode machucá-lo. — Apesar de que será a primeira vez que eu faço isso com um homem, mas tudo bem eu dou conta. — Além disso, essa brincadeira não envolve sexo, nem mesmo um mero beijo na boca, então acho que posso considerar uma simples brincadeira entre dois amigos, nada de casal. — Mas também tem o detalhe de que eu vou ver ele pelado, tocar nele pelado, — como será que ele é sem roupa? — será que isso pode estragar a nossa amizade? Espero que não.

Esqueça isso Aninha, você fez exigências meio pesadas para participar dessa brincadeira, ele não vai ter coragem de vir vestido de mulher para cá essa hora do dia. Minha lucidez retorna, realmente, ele não teria coragem, vai desistir na última hora. Volto a me concentrar no meu trabalho, estou terminando de depilar essa cliente e já tenho mais duas me esperando. Uma para arrumar o cabelo e a outra fazer o pé, estou atrasada, preciso me apressar se eu quiser sair essa noite.

De repente a campainha toca e meu coração dispara. Não pode ser! É a hora que eu combinei com ele, mas ele não teria coragem! Uma algazarra na rua denuncia: Quem está na porta do meu salão é um homem vestido de mulher, com saia e peruca loira. É exatamente como eu disse que ele deveria vir! Só pode ser ele. Esse cara é louco, totalmente Biruta, com maiúscula mesmo! Como ele teve coragem?

— Quem é? — Pergunto, como que querendo saber o nome, mas na verdade minha pergunta é bem mais profunda. Quem é esse cara por trás do nome, por trás do rosto? Quem é esse cara que gosta de apanhar? Quais são as verdades das quais ele me poupa? Como ele pode ser tão louco por mim sem nunca termos nem ao menos ficado? Um virgem? Um tarado pervertido? Um louco que fugiu do hospício? Ele acredita que me conhece de outras vidas, que me amará mesmo depois de morto! Como ter tanta certeza desse tipo de coisas? Quem é ele?

— Não sou nem digno de ter um nome, minha Rainha, sou apenas um escravo seu e estou aqui para servi-la. — Meu Deus! De onde ele tira essas respostas? Livros? Filmes? Músicas? Não podem sair simplesmente da cabeça dele. Como ele sempre tem esse tipo resposta pronta para ser usada?

— Não ouvi. Está muito barulho aí fora. Grite sua resposta. — Essa eu faço questão que todos ouçam. Meu escravo, estou começando a gostar dessa história. É muito bom ser amada tanto assim, mas fico com pena por não amá-lo da mesma forma.

Vou dar mais alguns minutos para que ele desista e vá embora, se ele não for não poderei evitar de brincar um pouquinho com ele já que é ele quem quer assim. Queria ter ele como escravo e ao mesmo tempo namorar com meu gato, mas não acho isso certo.

Imagina só: ele amarrado em uma cadeira, forçado a olhar para mim, enquanto eu cavalgo no meu gato. Isso iria estraçalhar o coração dele, mas me daria muito prazer. Provavelmente o gato não gostaria da ideia, mas eu explicaria que foi ideia dele e que ele insistiu muito. Com certeza meu escravo confirmaria a história e eu deixaria os dois se entenderem. Ele amarrado na cadeira e o gato solto e furioso de ciúme… tenho certeza que ele sairia todo quebrado e se curaria desse amor obsessivo que sente por mim.

Meu Deus! Que pensamentos são esses na minha cabeça? Não! Eu não quero que ele se machuque! Eu não sou malvada desse jeito! Droga, olha o que esse Biruta está fazendo comigo. Eu queria alguém normal, que pudesse me tirar da loucura e não me fazer afundar ainda mais nela. Onde foi parar aquele nerd que eu conheci um dia? Aquele que poderia me tirar dessa loucura, aquele que repreendia as maldades que eu fazia sem querer. Que vergonha eu senti no dia que ele confessou que só me repreendia para brincar comigo, que ele gostava de mim bem malvada! Acho que depois daquele dia o nerd começou a desaparecer, e cada vez mais surgia no lugar dele esse Biruta. Gosta de mim bem malvada, né? Então que seja, vou mostrar para ele como posso ser malvada.

CONTINUA…

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Love’s Power 1.4

Não se lembra do começo da história? Ele está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Finalmente a última cliente vai embora. Agora seremos só nós dois. Finalmente estarei na pele das vítimas da Tiazinha do H, personagem que me apresentou esse mundo ainda na minha adolescência. Ela me conduz até um quarto ainda de quatro. Retira a mordaça e ordena que eu me levante. Assim que estou de pé, e antes que eu possa dizer uma palavra se quer, me empurra para trás, me derrubando deitado na cama. Sentando sobre as minhas coxas, tira a peruca, arremessando-a longe, e meus óculos e coloca em uma mesinha ao lado da cama.

— Olha só! Parece que essa puta era uma loira falsa, então. Nem cabelo comprido tem. — O tom de divertimento na voz dela é contagiante. Impossível não abrir um sorriso que quase rasga minha cara de tão grande.

— Vamos ver o que mais essa putinha esconde. — Ela diz enquanto abre meu corpete.

Isso é bem mais excitante do que aquele quadro de programa vespertino da minha adolescência. Mas ainda não chegamos na parte que imita realmente o quadro. Ela retira meu sutiã e, passando a mão por dentro, comenta:

— Nossa, isso deve doer hein! E você fez isso por mim. Depois você não acredita em mim quando eu falo que você está louco.

Ela se levanta. Retira meus tênis e depois as meias 3/4.

— Mas que perna mais peluda que essa puta tem! Já vi que vou ter muito trabalho para deixar isso lisinho. — Comenta enquanto retira as meias. — Nada de ficar com vergonha, afinal nós duas somos mulheres, né? Só não sou puta igual você. — Continua, enquanto começa tirar minha saia.

Ao terminar de descobrir a calcinha de renda, quando vê meu pau, finge surpresa e continua tirando enquanto balança a cabeça em sinal de desaprovação.

— Meu deus! Você me enganou! Você tem um pau aí dentro dessa calcinha! — Diz ao terminar de tirar minha saia, dando tapas no meu pau, que está duro dentro da calcinha. Então ela tira minha calcinha, me deixando totalmente pelado e continua. — Bem, já que chegamos até aqui vamos continuar com essa brincadeira, né? Você sabe as regras?

— Sim senhora. Minha Rainha me faz uma pergunta e eu devo responder. Caso eu erre, minha ignorância será castigada com depilação com cera de parte do meu corpo. Caso eu acerte, minha Rainha permitirá que eu beije algum ponto do seu corpo.

— Muito bem, servo. E sobre quais assuntos eu posso perguntar?

— Todos os assuntos que a minha Rainha quiser, senhora.

— Isso mesmo. Já que você entendeu, vamos começar. A quantos graus deve estar a cera para depilação?

— Deve estar morna, algo entre uns 35 e 40 graus mais ou menos, minha Rainha.

Ela ficou chateada por eu ter começado acertando, mas essa foi fácil e eu havia feito minha lição de casa. Apesar de se falar em cera quente, aprendi que na verdade ela não é tão quente assim, por isso que prefiro brincar com velas. Já que eu passaria por isso, precisava saber pelo menos qual seria a temperatura. BDSM não é abuso, é tudo combinado antes, e mesmo chateada minha Rainha me deu a recompensa: Ela permitiu que eu a beijasse nos cabelos, no topo da cabeça. Adoro o cheiro dos cabelos dela e aproveitei o tempo do beijo para me embriagar naquele perfume. E o jogo continua:

— Qual o endereço dos meus pais?

— Não sei minha Rainha, perdão.

— Não existe perdão no meu dicionário escravo. Como você quer me servir se nem sabe onde mora a minha família. Vai perder alguns pelos para aprender a se interessar pela sua Rainha.

Eu sabia a cidade, mas nem sei nome de nenhuma rua daquela cidade, não dava nem para chutar. Ela tem razão, preciso aprender mais sobre ela se quero servi-la, senão continuarei sendo um inútil. Sinto a cera morna e pegajosa sendo espalhada, ela escolheu começar pelo meu peito, e a cera cobre todo lado direito dele. De repente, sem aviso e de uma vez, ela pucha removendo todos os pelos daquela região. Junto com a cera e os pelos, ela arranca uma lágrima de cada um dos meus olhos, que escorrem pelas laterais do meu rosto. Doeu, mas não estou certo se as lágrimas vieram da dor física ou daquela dor causada por se sentir um inútil que não sabe uma informação tão básica sobre a sua Rainha.

E assim segue o jogo com várias perguntas. Sendo respondidas ou não, certas ou não, de acordo com meus conhecimentos e incompetências. Ela depila meu peito, abdome, costas, pernas, bunda, saco, tudo que fique abaixo do pescoço. Mas as recompensas também são boas, me deixa beijar os seus braços, as costas e palmas das mãos, o rosto, o lado interno do cotovelo, o pulso. Nunca esquecerei a pergunta que me leva a perder os pelos do saco:

— Qual a cor da calcinha que eu estou usando hoje, escravo?

Ela estava de calça jeans, é claro que eu não saberia a resposta. E essa foi a parte da depilação mais dolorida. Mas valeu a pena demais. Ela tirou a própria calça para provar que a resposta certa seria branca, e não preta como eu havia chutado. A pergunta que vem a seguir também não posso esquecer.

— Qual a cor do batom que eu estou usando hoje, escravo?

— Vermelho, minha Rainha.

— E você gosta de batom vermelho?

— Sim senhora.

— Então o que está esperando para beijar meus lábios, imprestável?

— Imediatamente minha Rainha.

Foi só um selinho, mas a lembrança daquele momento nunca sairá da minha cabeça. Ela deitada sobre mim com os lábios colados aos meus. Meu pau e a buceta dela separados apenas pelo fino tecido da calcinha branca, já molhada a essa altura, que ela vestia. Não seria nada de mais se se tratasse de uma mulher qualquer, mas não era uma mulher, era uma Deusa, e estava ali em cima de mim.

— Já basta por hoje escravo. — Diz se levantando e vestindo novamente a calça.

Calço de volta minhas meias, visto as calças que ainda estão intactas, coloco o cinto e calço o tênis, a parte de baixo estava normal. Quanto a parte de cima, não tem problema para um homem andar sem camisa na nossa sociedade. Até na hora de me assustar, minha Rainha sabe identificar até onde ir. Definitivamente ela tem alma de dominadora, mesmo que ainda não saiba disso.

E assim termina a nossa primeira seção. Ainda temos muito a aprender juntos e toda a negociação pela frente, mas pela primeira vez sinto que realmente pode dar certo.

CONTINUA…

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Love’s Power 1.3

Não se lembra do começo da história? Ele está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

O sorriso dela dissipa todo o barulho da minha mente. O brilho daqueles olhos. Aqueles cabelos com um brilho avermelhado ao refletir a luz do sol. Eu disse luz do sol? Que sol o que? A luz que parece emanar dela brilha muito mais do que aquela que vem do sol. Não estou diante de uma mulher, estou diante de uma Deusa, a minha Deusa. Como se uma força invisível me puxasse para baixo, me coloco de joelhos e quando dou por mim estou beijando seus pés. Sim, ajoelhado e com a cara no chão, ou seja, eu estou de quatro, na calçada do salão, com a bunda virada para rua, vestindo uma micro-saia e uma calcinha socada no rego. Dá vergonha só de imaginar, mas na hora que comecei a assumir essa posição nem senti vergonha nenhuma, nem pensei nada, só fiz. Isso é dominação pra mim, não obedeço exatamente porque eu quero e porque isso me dá prazer, é claro que dá mas não faço por isso, faço porque uma força maior que eu mesmo emanada por ela me leva a fazer. Faço porque naqueles momentos não sou eu, não sou meu, não sou nem humano, sou apenas um escravo, um objeto que pertence a ela e não pode resistir.

Ela me explica que estava terminando de depilar uma cliente, por isso estava lá para dentro. Como se afastaria da porta, deixou-a trancada por segurança. Agora poderia ficar não só destrancada, mas aberta de tudo. Entrei no salão e percebi que haviam mais duas clientes esperando ainda. Elas tentaram disfarçar quando riram de mim vestido daquele jeito, mas não pude deixar de perceber. Minha Rainha disse que eu precisaria esperar minha vez e mandou sentar em uma das cadeiras de espera, que fica de frente para a porta da rua aberta. Ela queria me humilhar mais um pouco ao mesmo tempo que aumentava a minha expectativa, já enorme a essa altura. Sentei onde ela havia ordenado e fiquei admirando aquela Deusa a arrumar os cabelos de uma mulher qualquer, sua cliente. A zoeira continuava com tudo na rua, mas eu nem escutava mais nada. Toda a minha atenção estava naquela Deusa que usava uma calça jeans colocada ao corpo ressaltando as suas curvas e uma camiseta. Roupas comuns, nada que pudesse me enfeitiçar desse jeito. Não, definitivamente não era a embalagem, era o conteúdo que me deixava daquele jeito.

— Me diz uma coisa, putinha. O que seus pais disseram de você sair de casa vestido desse jeito? — O silêncio é cortado por aquela voz celestial.

— Na verdade não saí vestido assim, minha Rainha. Me troquei dentro do carro, aqui em frente.

— Hummm. Então quer dizer que você tem roupas normais no carro? De homem?

— Sim senhora. — Respondo, abaixando a cabeça, ao perceber a desaprovação da minha Rainha ao que fiz.

— Vá buscar. Quero ver com que roupa você veio.

— Sim senhora, imediatamente minha Rainha. — Respondo, já me levantando e busco a mochila com minhas roupas.

Voltando com a mochila me ajoelho aos seus pés e suspendo a mochila para ela.

— Está tudo aqui dentro minha Rainha.

— Esparrame-as no chão para que eu possa ver, estou com as mãos ocupadas.

— Sim senhora. — E as estendo no chão de forma que fiquem todas visíveis.

— Essas roupas não deveriam ter te acompanhado até aqui. — Olha para as roupas, balançando a cabeça em sinal de desaprovação. — O que eu farei com você agora para que aprenda?

— Perdão minha Rainha.

— Me dê aqui essa cueca. E depois faça uma bola com as meias.

— Sim senhora. — Faço o que ela ordenou.

— Essa cueca é boa, realmente é uma pena fazer isso com ela, mas é preciso para que você aprenda. — Ela diz enquanto corta a cueca entre as pernas e em uma das laterais, transformando-a em uma faixa de pano.

— Perdão minha Rainha.

— Já chega. Cansei da sua voz. Agora enfie essa bola que você fez com as meias na boca.

Ela se aproxima e me amordaça, usando a faixa de pano que um dia foi minha cueca, forçando a bola de meia mais fundo na minha boca. Agora é impossível falar qualquer coisa, respirar ainda consigo, mas confesso que com alguma dificuldade. Nesse momento ela poderia fazer qualquer coisa comigo, não posso gritar, não posso pedir socorro. O medo e o suspense são muito excitantes. Adoro me sentir assim tão indefeso nas mãos de uma mulher que parece brava comigo. Ela me manda sentar de volta na minha cadeira e continua no seu trabalho, enquanto pisa e esfrega as solas do sapato na minha camisa, enchendo-a de buracos, transformando-a em um trapo impossível de vestir.

Ela termina com aquela cliente, se despede dela e chama a próxima, que está lá para fazer as unhas do pé.

— Putinha, venha até aqui de quatro, preciso de uma mesinha e acho que pelo menos para isso você vai servir.

Ela me usa como mesinha para apoiar os pés da cliente dela. De vez em quando aproveita para acertar minha bunda ou coxas com o cinto que ela pegou na minha calça.

— Tá vendo amiga, homem não presta, mas com um pouco de criatividade a gente encontra uma função para eles.

A essa altura eu sei que ela não está mais brava comigo, está se divertindo muito com aquela situação toda. E aquele divertimento dela me deixa tão feliz! Eu morreria por essa mulher sem hesitar. É engraçado o quanto os baunilhas falam daquele que amava tanto as pessoas que morreu por elas, e esses mesmos baunilhas consideram idiota o cara que morreria sem hesitar pelo amor de uma mulher. Definitivamente, baunilhas não sabem o que é amor e nem sabem o que falam. O pensamento percorre a minha cabeça, e imediatamente me assusto com tamanha heresia, comparar uma figura religiosa tão importante com um masoquista. Mas o pior é que faz todo sentido para mim, não vejo como possa existir prova maior de amor do que um bottom colocando a sua vida nas mãos do Top durante a seção, ou um Top cuidando e se preocupando com o seu bottom. E ainda tem gente, inclusive dentro do BDSM, que alega não existir amor em um relacionamento BDSM. Sinceramente, se não existir amor em um relacionamento desse tipo, então acho que não existe em relacionamento nenhum.

CONTINUA…

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Love’s Power 1.2

Não se lembra do começo da história? Ele está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Abro, finalmente, a porta do carro, meu coração está a ponto de sair pela boca, desço, bato a porta e aciono o alarme. O barulho chama a atenção de todos que passavam pela rua e eles se viram em minha direção. Abaixo a cabeça e me movo a passos rápidos na direção da porta do salão que está encostada. Tento abrir a porta e não consigo, está trancada, então toco a campainha. Fico encarando a porta, de costas para a rua, como se por eu não poder ver as pessoas me olhando isso fizesse com que elas também não pudessem me ver. É claro que é inútil, nesse momento estão todos me chamando de bichona e coisas do tipo.

— O loirona, vem aqui chupar meu pau.

— Suspende a sainha viadão, deixa eu ver o cu que eu vou comer essa noite.

— Esperar em pé cansa, sua bichona, vem aqui que eu deixo você sentar no meu pau.

— O jóquei de jiboia, vem cavalgar aqui.

— Quero te dar leitinho na boca, sua bichona, mas você tem que tomar de canudinho.

Todos gritam coisas desse tipo e eu continuo ali, parado, de frente para a porta, esperando minha Rainha me atender. Pobres baunilhas, condenados a passar a vida toda experimentando poucos minutos de tesão, seguido por um orgasmo fraco, patético. Nunca saberão como é se sentir totalmente nas mãos de uma mulher. O medo por saber que ela pode fazer qualquer coisa com você, combinado com a expectativa de não saber o que ela fará a seguir. A vergonha que ela te força a enfrentar te deixando cada vez mais forte. A dor dos golpes dela estimulando pontos do seu corpo em que esses baunilhas nunca sonhariam em ser estimulados e lhe dando um prazer que eles nem conseguem imaginar. O prazer que vem da alegria e da satisfação dela e de saber que aqueles sentimentos bons que ela está experimentando foram proporcionados por você. Os cuidados que ela lhe dedica depois de alguma prática que tenha te forçado além dos limites. Estar preso e totalmente entregue a uma mulher, não por algemas ou cordas somente, mas sim pela alma, porque não se deseja estar em nenhum lugar do mundo que não seja aos seus pés. Pobres baunilhas, nunca saberão o que é amar e ser amado de verdade.

— Quem é? — Escuto ela perguntar, cerca de um minuto depois de ter tocado a campainha.

— Não sou nem digno de ter um nome, minha Rainha, sou apenas um escravo seu e estou aqui para servi-la.

— Não ouvi. Está muito barulho aí fora. Grite sua resposta.

É claro que ela ouviu, mas ela deseja que todos na rua escutem também que sou seu escravo. E se ela quer assim, assim será. Qualquer coisa para agradar a minha Rainha. Repito a mesma resposta mas agora gritando. Ela me pedi para esperar que já vem. A zoeira dos baunilhas idiotas continua.

— Vai escravinha, ela vai comer o teu cu.

— Vira homem rapaz, mulher não gosta de capacho não.

— Deixa, quando ela cansar da bichona aí e quiser um homem de verdade ela me procura.

O pior é pensar que alguns desses idiotas podem estar certos. Ela só me vê como um cachorrinho, palhaço, imbecil que faz tudo para agradar em troca de migalhas. Quando ela quer sexo mesmo vai procurar um homem de verdade e me deixa abandonado. Não! Pare de pensar isso! Eles não estão certos! Se um homem pode ser submisso apesar da evolução ter selecionado os dominantes, e você é a prova viva de que pode, então uma mulher também pode ser dominante apesar da evolução ter selecionado as submissas. São só baunilhas, estão condicionados pelas ideias da massa, como bois em um rebanho, não ligue para o que eles falam. Permita-se ser o que você realmente é. Essa vida é só sua e só você pode decidir como vivê-la. Você está aqui por que é isso que você quer, então fodam-se os outros e a opinião deles. A batalha interna cresce cada vez mais dentro da minha cabeça. É tanto barulho interno que nem percebo mais o barulho que vem de fora, dos baunilhas. Nem percebo que se passaram vários minutos até que minha Rainha abriu a porta.

CONTINUA…

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Love’s Power 1.1

Se chegou agora é importante que você leia alguns avisos aqui antes desse texto.

É sábado, dou uma última conferida nas coisas na minha mochila, está tudo lá. Coloco a mochila nas costas e pego o carro com a desculpa de ir estudar na casa de uma amiga, isso me dará o tempo que eu precisar sem levantar nenhuma suspeita. Um frio na barriga toma conta de mim. Minhas mãos tremem tanto que mal posso dirigir. Coragem cara, essa foi a vida que você escolheu, esse foi o sonho que você sonhou, não vá desistir agora. Esse mantra se repete na minha cabeça durante todo o trajeto.

Estaciono o carro na frente do salão. Meu coração está disparado e minhas mãos tremem ainda mais. As instruções dela foram claras: Só atendo mulheres no meu salão, se você não tiver coragem de ir vestido de mulher nem vá, não deixarei você entrar. É dia e algumas crianças brincam na rua, pessoas passam de carro ou a pé. Não é um movimento intenso, mas com certeza algumas pessoas me verão vestido de mulher. Chacoalho rapidamente a cabeça como se isso pudesse dispersar meu pensamento e junto com ele a vergonha. Abro a mochila e começo a tirar as roupas de dentro. Agir primeiro, pensar depois; é a única forma de fazer isso.

Estendo no banco do lado as roupas que irei vestir, deixando as primeiras peças a serem vestidas por cima. Desamarro um tênis e o retiro do pé, depois o outro, os deixo aos meus pés para calça-los novamente depois de trocado, essa será a única peça que manterei. Retiro as meias e as guardo na mochila. Desabotoou o cinto, depois a calça, abro o seu zíper, a vergonha cresce ainda mais. Calma cara, você está dentro de um carro, ninguém está te vendo da cintura para baixo. Falo para mim mesmo em pensamento na tentativa de encontrar coragem, não posso desistir agora. Com um movimento rápido levo a calça e a cueca juntas até o pé, retiro e enfio de qualquer jeito na mochila. Visto a calcinha de renda vermelha, ela entra no meu rego e aperta meu saco e meu pau que já está duro com a expectativa do que virá a seguir. Agora a meia 3/4 também vermelha, não entendo por que colocar isso já que irei tirar tão em breve, mas foram as ordens da minha Rainha e devo obedecer sem questionar. Depois de colocar os dois pés da meia visto a saia, ela tem pouco mais de um palmo de comprimento e é bastante larga em baixo. Finalmente calço e amarro novamente meus tênis, não são exatamente calçados femininos, mas minha Rainha entendeu a dificuldade em encontrar sapatos de salto agulha tamanho 41.

Respiro fundo algumas vezes, hesitante, agora é a parte de cima e as pessoas na rua poderão ver o que estou fazendo. Mais uma vez tomo coragem e começo. Retiro os óculos e deixo sobre o painel do carro, então a camiseta que guardo na mochila, ainda fecho a mochila e a coloco no banco de trás, como que ganhando tempo e adiando o inevitável. Coloco o sutiã também vermelho, ele é forrado por dentro com percevejos o que serve tanto para dar volume quanto para ficar me espetando causando dor desde já, por isso não posso ficar ajustando sua posição, devo colocar já no lugar certo e abotoar nas costas, o que não é uma tarefa muito fácil com as mãos tremendo desse jeito. Consigo colocar e visto uma blusinha de alcinha com uma estampa que imita pele de onça por cima dele. Finalmente um corpete de couro, exigência da minha Rainha, que me aperta tanto na barriga que chega a dificultar a respiração, pelo menos não apertou tanto no peito, senão a essa altura eu já estaria sangrando todo furado. Coloco uma peruca loira, recoloco os óculos e passo um batom vermelho. Pronto, agora é descer do carro e entrar, claro que serei visto mas como a distância é curta será por pouco tempo.

CONTINUA…

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Antes do inicio

Como disse no último post, de agora em diante usarei o blog para compartilhar trechos de textos que tenho escrito ultimamente. Antes que eu faça isso, porém, preciso avisar algumas coisas para vocês, meus leitores. Então vamos a elas:

  • Este conjunto de textos é puramente ficcional. Embora alguns trechos tragam relatos de acontecimentos reais, estes provavelmente encontram-se exagerados e, sem pretensão alguma de ser fiéis aos fatos. Embora alguns trechos tragam explicações de práticas ou filosofias, eles não tem a pretensão de ser uma obra didática. Finalmente, embora tragam alguns nomes de pessoas reais, não tem pretensão biográfica alguma, adicionando ou retirando características de tais pessoas para melhor adequá-las à história.
  • Os textos já irão começar jogando os leitores no meio da trama. Somente mais adiante eles terão tempo para examinar os fatos que desencadearam todos esses acontecimentos. Às vezes a linha do tempo vai parecer meio confusa, isso faz parte da brincadeira e tenta refletir o nosso próprio entendimento da evolução dos acontecimentos, que nem sempre é linear e às vezes o passado pode mudar de significado diante de novos fatos do presente.
  • Se toda história é somente uma versão da história, então nesses textos você encontra duas história. Os dois personagens centrais da trama disputam a atenção do leitor para contar a sua versão dos fatos.
  • Apesar de todo escrito em português, eu brinco de chamar esse conjunto de textos por um título em inglês “Love’s Power” para brincar com a tradução. A intenção foi não deixar claro se o título se refere a Love is Power (Amor é Poder) ou a Power of Love (Poder do Amor). Qual das formas deveria ser o nome correto? Realmente existe diferença entre as duas traduções? Existe amor no poder? Existe poder no amor? Como essas duas coisas podem se relacionar? Leia e, talvez você descubra as respostas… ou talvez você só descubra novas perguntas sem resposta.

Por fim, gostaria de contar com o feedback de meus leitores. Então, sempre que tiverem comentários sobre o trecho que leram, escrevam. Para aqueles que me conhecem e encontram pessoalmente, também podem comentar pessoalmente enquanto tomamos uma cervejinha. Boa leitura!

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Mea Culpa

Depois de um longo período sem publicações, mais de um ano para ser mais exato, acho que devo um pedido de desculpas aos leitores que acompanharam minhas reflexões por esse canal pela falta de conteúdo novo.

Esse último ano foi um período de profundas mudanças em meus interesses. Ou talvez eu devesse dizer, de profundas descobertas dos cantos mais escuros da minha alma. Pois esses interesses sempre estiveram lá, só estavam esquecidos em algum lugar que a luz não ousava se aproximar.

Pretendo recomeçar as postagens este ano, mas não defini frequência, prefiro seguir o fluxo natural de criatividade, que é sempre imprevisível. Porém, devo anunciar a morte do blog tal como meus leitores o conheciam. Talvez eu não aborde mais assuntos relacionados ao ocultismo ou visões políticas por aqui, já tem pessoas melhores do que eu para difundir essa linha de reflexões.

O ideia biruta nasceu com o objetivo de questionar posturas consideradas na sociedade como corretas mostrando seus erros e as tidas como erradas mostrando seus acertos. Ele nasceu para destruir! Se perdeu na divulgação de ocultismo, por ser um de meus interesses na época e se enquadrar entre os assuntos mal compreendidos na nossa sociedade. Me afastei consideravelmente do ocultismo nos últimos tempos, de forma que não sinto que posso continuar o trabalho do ideia biruta por essa linha.

Os posts futuros do ideia biruta seguirão por outro caminho. Pretendo usá-lo para publicar histórias, ou trechos de histórias que tenho escrito ultimamente. Aconselho aos leitores que desejem continuar me acompanhando a leitura do post O outro lado do desenho: Thundercats para terem uma ideia da direção. O post também será útil para alertá-los a não condenarem nem endeusarem nenhum personagem de histórias que eu postar aqui, pois como esse post ensina: cada história é apenas uma versão da história. Usem meus posts futuros para exercitarem a imaginação sobre o que poderia estar por trás do que é narrado, invisível aos olhos do narrador. Essa é a proposta.

Um aviso final: os textos futuros, aliás todos os textos do blog já que essa é a missão dele, podem conter trechos ofensivos ou eróticos, portanto se destinam a um público adulto e de mente aberta.

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Os Deuses se relacionam

Agora que você já sabe que todos os Deuses na verdade são um único e verdadeiro Deus (você mesmo) e que signos diametralmente opostos são bem mais próximos (parecidos) do que os signos vizinhos, é hora de mergulhar em mais uma ideia biruta. E dessa vez a ideia é que os Deuses mesmo sendo um só ainda assim eles conseguem se relacionar entre si. Ok, essa não ficou muito biruta, né? Mas vamos lá, vamos observar como dois ou mais Deuses podem se relacionar.

O relacionamento mais simples que poderia existir é quando os dois estão no mesmo período evolutivo, ou seja, mesmo signo, essa é a conjunção. Dessa forma os dois Deuses trabalham juntos, é como se fossem um único Deus, só que com a força de Dois. A área de atuação de cada um deles é fortalecida pela do outro e direcionada no mesmo sentido.

Eles podem estar também de lados opostos do zodíaco, o que recebe o nome de oposição, mas não confunda com briga/conflito, afinal esses signos estão em harmonia quanto a “qualidade” e o “gênero”. A oposição une as atividades dos dois Deuses na mesma “qualidade” e no mesmo “gênero”, fortalecendo-os. O único conflito que pode haver entre eles é quanto a ser mais “seco” ou “úmido”, mas isso pode ser harmonizado sem grandes dificuldades. (Se você não entendeu direito esses termos que usei, veja esse post).

Considero a relação chamada de quadratura mais difícil de harmonizar do que a oposição. Ela ocorre quando os Deuses atuam na mesma qualidade, mas no elemento de gênero oposto. Mas como nada é ruim, tudo é ponto de vista; o negócio aqui é focar não na competição entre os Deuses, mas sim na colaboração. Se um está em uma fase “masculina” e o outro em uma “feminina”, é preciso os dois sexos para gerar um filho, seja você esse filho. Além disso use a união desses Deuses para fortalecer a qualidade que os une.

Se nessas duas últimas relações tivemos elementos diferentes e qualidades iguais, podemos pensar agora na qualidade diferente com elementos iguais. Essa relação é chamada de trígono. Dessa vez o fortalecimento dos Deuses vem dos elementos e a harmonização deve ser ser feita entre as qualidades. Lembre-se que as 3 qualidades são importantes, é preciso criar algo novo, amadurecer o que foi criado e destruir o que é desnecessário ou prejudicial. Coloque cada Deus para fazer a sua parte e o elemento ganhará muita força.

Por fim, os Deuses podem estar em signos diferentes tanto no elemento como na qualidade, mas ainda assim no mesmo gênero. Essa relação (chamada de sextil) é fraca, pois apenas o gênero será fortalecido, mas ainda assim pode ser interessante de ser notada.

Só para fins de facilitar a identificação, os ângulos na ordem em que apresentei são: 0°, 180°, 90°, 120° e 60°. Quanto mais próximo do ângulo exato mais forte a relação, mas lembre-se: a natureza é contínua, não há um ponto limite em que a relação muda entre existente e inexistente; para fins práticos acho interessante considerar a janela de 5° para mais ou para menos.

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Energias Opostas

Como os signos do zodíaco formam um círculo, é comum as pessoas pensarem que signos diametralmente opostos representam energias contrárias. Agora que vocês já sabem o que compõe a energia desses signos, porém, teve ter ficado claro que na verdade eles tem energias bem parecidas. Quanto à “qualidade” (criador, mantenedor ou destruidor) eles são idênticos. Quanto ao elemento (fogo, terra, ar ou água), não são idênticos mas possuem o mesmo gênero (masculino ou feminino).

Voltando para a observação do nosso universo pessoal (através da história, não da astronomia) percebemos que em um determinado contexto existe uma espécie de opinião comum de todos (ou da maioria da população) sobre um determinado tema, o que é chamado de tese. Com o tempo a opinião contraria à tese (antítese) começa a ganhar força, de modo a equilibrar o consenso inicial e levar uma conclusão (síntese), que então será estabelecida como a nova tese repetindo todo o processo.

O que estou dizendo é que a evolução em termos de ideias não ocorre de forma suave, mas sim por meio de conflitos de ideias contrárias. Na astrologia não poderia ser diferente, as duas fases que mais diferem de uma determinada fase são as suas duas vizinhas, essas são diferentes em qualidade, elemento e gênero.

Importante lembrar aqui que apesar de a mudança não ser suave (mas sim por conflito) ela é contínua e gradual, não existem quebras bruscas. Dessa forma, apesar de áries e touro, por exemplo, representarem energias muito diferentes, a região final de áries e a inicial de touro são muito parecidas, pois ambas estão na mesma fase de mudança de paradigmas. Agora proponho um novo exercício: reflita sobre cada uma das regiões de transição. Depois disso reveja a análise do seu mapa, verifique se você tem planetas em regiões de transição e refine suas interpretações sobre eles. No meu caso tenho vários, só não descrevi eles na região de transição durante a série para não complicar mais muito rápido.

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