Love’s Power 1.6

Não se lembra da última parte da história? Ela está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Abro a porta finalmente e me despeço da minha cliente. Ele ainda está ali, parado, em pé, esperando, vestido como uma puta, é tão ridículo que não seguro meu riso ao vê-lo. Meu Deus! O que ele está fazendo? Em fração de segundo, se ajoelhou e beijou meus pés! Com essa roupa, eu morreria de vergonha no lugar dele. Quem é esse cara? Que sentimento é esse que leva uma pessoa a se submeter a isso?

Mando ele entrar e sentar, ainda tenho duas clientes e ele terá que esperar. Explico a porta trancada e dessa vez a deixo aberta para ventilar um pouco. Ele está sentado de frente para essa porta, todos na rua podem vê-lo ali, vestido daquele jeito. Bem, se ele gosta de ser maltratado, darei o que ele quer. Mas uma coisa ainda me intriga: ele mora com os pais, eu nunca deixaria um filho meu sair de casa daquele jeito. Como ele conseguiu sair vestindo aquela roupa? Será que brigou com os pais por minha causa? Talvez eu tenha pegado pesado com ele. Não imaginava que ele teria coragem de cumprir. Não quero ele brigando com a família por minha causa, somos apenas amigos, mas ele não entende isso. Eu deveria ter imaginado que a loucura dele chegaria a esse ponto, deveria ter recusado qualquer possibilidade de fazer isso com ele. Deveria saber que ele entenderia isso como uma chance de ficar comigo e não como brincadeira de amigos, e consequentemente que ele não perderia a chance nem que tivesse que brigar com o mundo inteiro para isso. Preciso aprender a pensar nele como o Biruta apaixonado que ele é, ao invés de pensar como o amigo nerd que um dia ele já foi.

— Me diz uma coisa, putinha. O que seus pais disseram de você sair de casa vestido desse jeito? — Meu coração gela, mas preciso ouvir a resposta.

— Na verdade não saí vestido assim, minha Rainha. Me troquei dentro do carro, aqui em frente. — Ele responde, me deixando mais aliviada. Embora, ao mesmo tempo, um tanto furiosa por ele me fazer sentir tão culpada sem motivo.

— Hummm. Então quer dizer que você tem roupas normais no carro? De homem? — Continuo, tentando disfarçar os sentimentos conflitantes que tomaram conta de mim.

— Sim senhora. — Ele responde, abaixando a cabeça, envergonhado.

— Vá buscar. Quero ver com que roupa você veio. — Nem sei o que farei com essas roupas, mas isso não vai ficar assim.

— Sim senhora, imediatamente minha Rainha. — E imediatamente mesmo ele se levanta e busca uma mochila, se ajoelha aos meus pés e suspende-a para mim. — Está tudo aqui dentro minha Rainha.

Lhe mando esparramá-las no chão para que eu possa ver, pois estou com as mãos ocupadas. Ele obedece estendendo-as no chão de forma que fiquem todas visíveis.

— Essas roupas não deveriam ter te acompanhado até aqui. — Olho para as roupas, balançando a cabeça de forma a reforçar minha desaprovação. — O que eu farei com você agora para que aprenda?

— Perdão minha Rainha. — Ele implora. Eu gosto, mas não vai adiantar. Se ele me quer malvada, vou mostrar como posso ser malvada.

— Me dê aqui essa cueca. E depois faça uma bola com as meias. — Ordeno, já imaginando o que farei com ele agora.

Ele me obedece e, por um instante fico com pena de estragar uma cueca dele, que visivelmente não é das mais baratas, uma Calvin Klein de um tecido macio. Mas estou com raiva, não vou recuar. Corto a cueca entre as pernas e em uma das laterais, transformando-a em uma faixa de pano. Enquanto isso ele continua implorando o perdão.

— Já chega. Cansei da sua voz. Agora enfie essa bola que você fez com as meias na boca. — Ordeno e amarro aquela faixa de pano que improvisei, mantendo as meias dentro da boca dele. Isso deve ensinar a lição para ele.

Começo a pisar com tanta raiva naquela camiseta azul dele estendida no chão. Bato o pé, esfrego no chão, esfrego os pés nela. Logo ela já está cheia de buracos. Droga, acho que exagerei. Coitado dele, dessa vez deve desistir e eu vou entender. Ele não conseguiria sair de casa vestido do jeito que eu mandei, fez o melhor que pode. E até que ele fez bastante, olha lá sentado na frente da porta aberta daquele jeito. Tudo isso para me agradar! Tudo isso por amor! E eu nunca nem fiquei com ele. Quando eu disse que ele era diferente de todos os homens que eu conheço, eu não imaginava que fosse tão diferente assim. Nunca ninguém faria isso por mim.

Meu devaneio me levou tão longe que quando dei por mim já estava terminando com aquela cliente. Me despedi dela e ao voltar reparei no cinto na calça do biruta. Um cinto largo e grosso, de couro, desses de peão mas sem aquela fivela grande. Tirei o cinto da calça e sem que eu pudesse controlar se abriu um sorriso na minha cara e meu olhar se moveu para o alto e para a esquerda. Exatamente a expressão que ele me disse que deixa ele louco. Acho que agora entendi, essa é a expressão que faço quando tenho ideias maliciosas, ainda não tinha reparado nisso. Ah, deve ser doído apanhar com esse cinto hein! Dou uma batida na palma da minha mão que fica vermelha. Uau, dói mesmo! E em uma coisa ele tem razão: eu adoro ver as pessoas sentindo dor e saber que eu sou a causadora. O problema é que isso me assusta, não quero machucar ninguém. Eu não sou um monstro! Mas se ele gosta mesmo de apanhar… eu posso fazer isso por ele.

CONTINUA…

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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2 respostas para Love’s Power 1.6

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