Love’s Power 1.5

Não se lembra da última parte da história? Ela está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Em uma coisa ele está certo, foi muito divertido fazer aquela.. — como ele chamou mesmo? Ah sim, cena — aquela cena que fizemos no aniversário da F. Mas tenho medo, li que sádicos podem até matar a pessoa só para ter prazer, tenho medo de mergulhar nesse meu lado sombrio e afundar demais, nunca mais conseguir sair. Ele me disse que não chega a tanto, que é seguro e tudo mais, mas sempre tenho a impressão de que ele não está falando toda a verdade. Ele quer me convencer a fazer isso com ele, por quê ele falaria a verdade sobre os riscos, correndo o risco de me afastar de vez da ideia? Naquela cena eu peguei leve, mal encostava nele, mas ele vai querer que eu vá bem mais longe, tenho medo de machucá-lo. Eu gosto dele — bem, gosto como amigo, né? — não quero machucá-lo, não quero me aproveitar do que ele sente por mim, sei como dói quando a pessoa amada se aproveita de quem a ama.

Bem, mas uma depilação eu posso fazer, já trabalho com isso, sei como fazer. Se é esse o fetiche que ele tem é melhor que eu mesma faça do que alguma mulher que não sabe o que está fazendo e pode machucá-lo. — Apesar de que será a primeira vez que eu faço isso com um homem, mas tudo bem eu dou conta. — Além disso, essa brincadeira não envolve sexo, nem mesmo um mero beijo na boca, então acho que posso considerar uma simples brincadeira entre dois amigos, nada de casal. — Mas também tem o detalhe de que eu vou ver ele pelado, tocar nele pelado, — como será que ele é sem roupa? — será que isso pode estragar a nossa amizade? Espero que não.

Esqueça isso Aninha, você fez exigências meio pesadas para participar dessa brincadeira, ele não vai ter coragem de vir vestido de mulher para cá essa hora do dia. Minha lucidez retorna, realmente, ele não teria coragem, vai desistir na última hora. Volto a me concentrar no meu trabalho, estou terminando de depilar essa cliente e já tenho mais duas me esperando. Uma para arrumar o cabelo e a outra fazer o pé, estou atrasada, preciso me apressar se eu quiser sair essa noite.

De repente a campainha toca e meu coração dispara. Não pode ser! É a hora que eu combinei com ele, mas ele não teria coragem! Uma algazarra na rua denuncia: Quem está na porta do meu salão é um homem vestido de mulher, com saia e peruca loira. É exatamente como eu disse que ele deveria vir! Só pode ser ele. Esse cara é louco, totalmente Biruta, com maiúscula mesmo! Como ele teve coragem?

— Quem é? — Pergunto, como que querendo saber o nome, mas na verdade minha pergunta é bem mais profunda. Quem é esse cara por trás do nome, por trás do rosto? Quem é esse cara que gosta de apanhar? Quais são as verdades das quais ele me poupa? Como ele pode ser tão louco por mim sem nunca termos nem ao menos ficado? Um virgem? Um tarado pervertido? Um louco que fugiu do hospício? Ele acredita que me conhece de outras vidas, que me amará mesmo depois de morto! Como ter tanta certeza desse tipo de coisas? Quem é ele?

— Não sou nem digno de ter um nome, minha Rainha, sou apenas um escravo seu e estou aqui para servi-la. — Meu Deus! De onde ele tira essas respostas? Livros? Filmes? Músicas? Não podem sair simplesmente da cabeça dele. Como ele sempre tem esse tipo resposta pronta para ser usada?

— Não ouvi. Está muito barulho aí fora. Grite sua resposta. — Essa eu faço questão que todos ouçam. Meu escravo, estou começando a gostar dessa história. É muito bom ser amada tanto assim, mas fico com pena por não amá-lo da mesma forma.

Vou dar mais alguns minutos para que ele desista e vá embora, se ele não for não poderei evitar de brincar um pouquinho com ele já que é ele quem quer assim. Queria ter ele como escravo e ao mesmo tempo namorar com meu gato, mas não acho isso certo.

Imagina só: ele amarrado em uma cadeira, forçado a olhar para mim, enquanto eu cavalgo no meu gato. Isso iria estraçalhar o coração dele, mas me daria muito prazer. Provavelmente o gato não gostaria da ideia, mas eu explicaria que foi ideia dele e que ele insistiu muito. Com certeza meu escravo confirmaria a história e eu deixaria os dois se entenderem. Ele amarrado na cadeira e o gato solto e furioso de ciúme… tenho certeza que ele sairia todo quebrado e se curaria desse amor obsessivo que sente por mim.

Meu Deus! Que pensamentos são esses na minha cabeça? Não! Eu não quero que ele se machuque! Eu não sou malvada desse jeito! Droga, olha o que esse Biruta está fazendo comigo. Eu queria alguém normal, que pudesse me tirar da loucura e não me fazer afundar ainda mais nela. Onde foi parar aquele nerd que eu conheci um dia? Aquele que poderia me tirar dessa loucura, aquele que repreendia as maldades que eu fazia sem querer. Que vergonha eu senti no dia que ele confessou que só me repreendia para brincar comigo, que ele gostava de mim bem malvada! Acho que depois daquele dia o nerd começou a desaparecer, e cada vez mais surgia no lugar dele esse Biruta. Gosta de mim bem malvada, né? Então que seja, vou mostrar para ele como posso ser malvada.

CONTINUA…

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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2 respostas para Love’s Power 1.5

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