Love’s Power 1.4

Não se lembra do começo da história? Ele está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

Finalmente a última cliente vai embora. Agora seremos só nós dois. Finalmente estarei na pele das vítimas da Tiazinha do H, personagem que me apresentou esse mundo ainda na minha adolescência. Ela me conduz até um quarto ainda de quatro. Retira a mordaça e ordena que eu me levante. Assim que estou de pé, e antes que eu possa dizer uma palavra se quer, me empurra para trás, me derrubando deitado na cama. Sentando sobre as minhas coxas, tira a peruca, arremessando-a longe, e meus óculos e coloca em uma mesinha ao lado da cama.

— Olha só! Parece que essa puta era uma loira falsa, então. Nem cabelo comprido tem. — O tom de divertimento na voz dela é contagiante. Impossível não abrir um sorriso que quase rasga minha cara de tão grande.

— Vamos ver o que mais essa putinha esconde. — Ela diz enquanto abre meu corpete.

Isso é bem mais excitante do que aquele quadro de programa vespertino da minha adolescência. Mas ainda não chegamos na parte que imita realmente o quadro. Ela retira meu sutiã e, passando a mão por dentro, comenta:

— Nossa, isso deve doer hein! E você fez isso por mim. Depois você não acredita em mim quando eu falo que você está louco.

Ela se levanta. Retira meus tênis e depois as meias 3/4.

— Mas que perna mais peluda que essa puta tem! Já vi que vou ter muito trabalho para deixar isso lisinho. — Comenta enquanto retira as meias. — Nada de ficar com vergonha, afinal nós duas somos mulheres, né? Só não sou puta igual você. — Continua, enquanto começa tirar minha saia.

Ao terminar de descobrir a calcinha de renda, quando vê meu pau, finge surpresa e continua tirando enquanto balança a cabeça em sinal de desaprovação.

— Meu deus! Você me enganou! Você tem um pau aí dentro dessa calcinha! — Diz ao terminar de tirar minha saia, dando tapas no meu pau, que está duro dentro da calcinha. Então ela tira minha calcinha, me deixando totalmente pelado e continua. — Bem, já que chegamos até aqui vamos continuar com essa brincadeira, né? Você sabe as regras?

— Sim senhora. Minha Rainha me faz uma pergunta e eu devo responder. Caso eu erre, minha ignorância será castigada com depilação com cera de parte do meu corpo. Caso eu acerte, minha Rainha permitirá que eu beije algum ponto do seu corpo.

— Muito bem, servo. E sobre quais assuntos eu posso perguntar?

— Todos os assuntos que a minha Rainha quiser, senhora.

— Isso mesmo. Já que você entendeu, vamos começar. A quantos graus deve estar a cera para depilação?

— Deve estar morna, algo entre uns 35 e 40 graus mais ou menos, minha Rainha.

Ela ficou chateada por eu ter começado acertando, mas essa foi fácil e eu havia feito minha lição de casa. Apesar de se falar em cera quente, aprendi que na verdade ela não é tão quente assim, por isso que prefiro brincar com velas. Já que eu passaria por isso, precisava saber pelo menos qual seria a temperatura. BDSM não é abuso, é tudo combinado antes, e mesmo chateada minha Rainha me deu a recompensa: Ela permitiu que eu a beijasse nos cabelos, no topo da cabeça. Adoro o cheiro dos cabelos dela e aproveitei o tempo do beijo para me embriagar naquele perfume. E o jogo continua:

— Qual o endereço dos meus pais?

— Não sei minha Rainha, perdão.

— Não existe perdão no meu dicionário escravo. Como você quer me servir se nem sabe onde mora a minha família. Vai perder alguns pelos para aprender a se interessar pela sua Rainha.

Eu sabia a cidade, mas nem sei nome de nenhuma rua daquela cidade, não dava nem para chutar. Ela tem razão, preciso aprender mais sobre ela se quero servi-la, senão continuarei sendo um inútil. Sinto a cera morna e pegajosa sendo espalhada, ela escolheu começar pelo meu peito, e a cera cobre todo lado direito dele. De repente, sem aviso e de uma vez, ela pucha removendo todos os pelos daquela região. Junto com a cera e os pelos, ela arranca uma lágrima de cada um dos meus olhos, que escorrem pelas laterais do meu rosto. Doeu, mas não estou certo se as lágrimas vieram da dor física ou daquela dor causada por se sentir um inútil que não sabe uma informação tão básica sobre a sua Rainha.

E assim segue o jogo com várias perguntas. Sendo respondidas ou não, certas ou não, de acordo com meus conhecimentos e incompetências. Ela depila meu peito, abdome, costas, pernas, bunda, saco, tudo que fique abaixo do pescoço. Mas as recompensas também são boas, me deixa beijar os seus braços, as costas e palmas das mãos, o rosto, o lado interno do cotovelo, o pulso. Nunca esquecerei a pergunta que me leva a perder os pelos do saco:

— Qual a cor da calcinha que eu estou usando hoje, escravo?

Ela estava de calça jeans, é claro que eu não saberia a resposta. E essa foi a parte da depilação mais dolorida. Mas valeu a pena demais. Ela tirou a própria calça para provar que a resposta certa seria branca, e não preta como eu havia chutado. A pergunta que vem a seguir também não posso esquecer.

— Qual a cor do batom que eu estou usando hoje, escravo?

— Vermelho, minha Rainha.

— E você gosta de batom vermelho?

— Sim senhora.

— Então o que está esperando para beijar meus lábios, imprestável?

— Imediatamente minha Rainha.

Foi só um selinho, mas a lembrança daquele momento nunca sairá da minha cabeça. Ela deitada sobre mim com os lábios colados aos meus. Meu pau e a buceta dela separados apenas pelo fino tecido da calcinha branca, já molhada a essa altura, que ela vestia. Não seria nada de mais se se tratasse de uma mulher qualquer, mas não era uma mulher, era uma Deusa, e estava ali em cima de mim.

— Já basta por hoje escravo. — Diz se levantando e vestindo novamente a calça.

Calço de volta minhas meias, visto as calças que ainda estão intactas, coloco o cinto e calço o tênis, a parte de baixo estava normal. Quanto a parte de cima, não tem problema para um homem andar sem camisa na nossa sociedade. Até na hora de me assustar, minha Rainha sabe identificar até onde ir. Definitivamente ela tem alma de dominadora, mesmo que ainda não saiba disso.

E assim termina a nossa primeira seção. Ainda temos muito a aprender juntos e toda a negociação pela frente, mas pela primeira vez sinto que realmente pode dar certo.

CONTINUA…

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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