Love’s Power 1.3

Não se lembra do começo da história? Ele está aqui. Depois de lembrar continue a leitura.

O sorriso dela dissipa todo o barulho da minha mente. O brilho daqueles olhos. Aqueles cabelos com um brilho avermelhado ao refletir a luz do sol. Eu disse luz do sol? Que sol o que? A luz que parece emanar dela brilha muito mais do que aquela que vem do sol. Não estou diante de uma mulher, estou diante de uma Deusa, a minha Deusa. Como se uma força invisível me puxasse para baixo, me coloco de joelhos e quando dou por mim estou beijando seus pés. Sim, ajoelhado e com a cara no chão, ou seja, eu estou de quatro, na calçada do salão, com a bunda virada para rua, vestindo uma micro-saia e uma calcinha socada no rego. Dá vergonha só de imaginar, mas na hora que comecei a assumir essa posição nem senti vergonha nenhuma, nem pensei nada, só fiz. Isso é dominação pra mim, não obedeço exatamente porque eu quero e porque isso me dá prazer, é claro que dá mas não faço por isso, faço porque uma força maior que eu mesmo emanada por ela me leva a fazer. Faço porque naqueles momentos não sou eu, não sou meu, não sou nem humano, sou apenas um escravo, um objeto que pertence a ela e não pode resistir.

Ela me explica que estava terminando de depilar uma cliente, por isso estava lá para dentro. Como se afastaria da porta, deixou-a trancada por segurança. Agora poderia ficar não só destrancada, mas aberta de tudo. Entrei no salão e percebi que haviam mais duas clientes esperando ainda. Elas tentaram disfarçar quando riram de mim vestido daquele jeito, mas não pude deixar de perceber. Minha Rainha disse que eu precisaria esperar minha vez e mandou sentar em uma das cadeiras de espera, que fica de frente para a porta da rua aberta. Ela queria me humilhar mais um pouco ao mesmo tempo que aumentava a minha expectativa, já enorme a essa altura. Sentei onde ela havia ordenado e fiquei admirando aquela Deusa a arrumar os cabelos de uma mulher qualquer, sua cliente. A zoeira continuava com tudo na rua, mas eu nem escutava mais nada. Toda a minha atenção estava naquela Deusa que usava uma calça jeans colocada ao corpo ressaltando as suas curvas e uma camiseta. Roupas comuns, nada que pudesse me enfeitiçar desse jeito. Não, definitivamente não era a embalagem, era o conteúdo que me deixava daquele jeito.

— Me diz uma coisa, putinha. O que seus pais disseram de você sair de casa vestido desse jeito? — O silêncio é cortado por aquela voz celestial.

— Na verdade não saí vestido assim, minha Rainha. Me troquei dentro do carro, aqui em frente.

— Hummm. Então quer dizer que você tem roupas normais no carro? De homem?

— Sim senhora. — Respondo, abaixando a cabeça, ao perceber a desaprovação da minha Rainha ao que fiz.

— Vá buscar. Quero ver com que roupa você veio.

— Sim senhora, imediatamente minha Rainha. — Respondo, já me levantando e busco a mochila com minhas roupas.

Voltando com a mochila me ajoelho aos seus pés e suspendo a mochila para ela.

— Está tudo aqui dentro minha Rainha.

— Esparrame-as no chão para que eu possa ver, estou com as mãos ocupadas.

— Sim senhora. — E as estendo no chão de forma que fiquem todas visíveis.

— Essas roupas não deveriam ter te acompanhado até aqui. — Olha para as roupas, balançando a cabeça em sinal de desaprovação. — O que eu farei com você agora para que aprenda?

— Perdão minha Rainha.

— Me dê aqui essa cueca. E depois faça uma bola com as meias.

— Sim senhora. — Faço o que ela ordenou.

— Essa cueca é boa, realmente é uma pena fazer isso com ela, mas é preciso para que você aprenda. — Ela diz enquanto corta a cueca entre as pernas e em uma das laterais, transformando-a em uma faixa de pano.

— Perdão minha Rainha.

— Já chega. Cansei da sua voz. Agora enfie essa bola que você fez com as meias na boca.

Ela se aproxima e me amordaça, usando a faixa de pano que um dia foi minha cueca, forçando a bola de meia mais fundo na minha boca. Agora é impossível falar qualquer coisa, respirar ainda consigo, mas confesso que com alguma dificuldade. Nesse momento ela poderia fazer qualquer coisa comigo, não posso gritar, não posso pedir socorro. O medo e o suspense são muito excitantes. Adoro me sentir assim tão indefeso nas mãos de uma mulher que parece brava comigo. Ela me manda sentar de volta na minha cadeira e continua no seu trabalho, enquanto pisa e esfrega as solas do sapato na minha camisa, enchendo-a de buracos, transformando-a em um trapo impossível de vestir.

Ela termina com aquela cliente, se despede dela e chama a próxima, que está lá para fazer as unhas do pé.

— Putinha, venha até aqui de quatro, preciso de uma mesinha e acho que pelo menos para isso você vai servir.

Ela me usa como mesinha para apoiar os pés da cliente dela. De vez em quando aproveita para acertar minha bunda ou coxas com o cinto que ela pegou na minha calça.

— Tá vendo amiga, homem não presta, mas com um pouco de criatividade a gente encontra uma função para eles.

A essa altura eu sei que ela não está mais brava comigo, está se divertindo muito com aquela situação toda. E aquele divertimento dela me deixa tão feliz! Eu morreria por essa mulher sem hesitar. É engraçado o quanto os baunilhas falam daquele que amava tanto as pessoas que morreu por elas, e esses mesmos baunilhas consideram idiota o cara que morreria sem hesitar pelo amor de uma mulher. Definitivamente, baunilhas não sabem o que é amor e nem sabem o que falam. O pensamento percorre a minha cabeça, e imediatamente me assusto com tamanha heresia, comparar uma figura religiosa tão importante com um masoquista. Mas o pior é que faz todo sentido para mim, não vejo como possa existir prova maior de amor do que um bottom colocando a sua vida nas mãos do Top durante a seção, ou um Top cuidando e se preocupando com o seu bottom. E ainda tem gente, inclusive dentro do BDSM, que alega não existir amor em um relacionamento BDSM. Sinceramente, se não existir amor em um relacionamento desse tipo, então acho que não existe em relacionamento nenhum.

CONTINUA…

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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2 respostas para Love’s Power 1.3

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