Fingindo a gente se entende

Há um bom tempo que só falo de ocultismo nesse blog, como esse não é um blog só sobre isso, mas sim um convite a reflexão sobre assuntos da nossa vida cotidiana, vou tocar em um assunto mais político. Não vou fazer campanha para nenhum candidato nem partido, mas nessas épocas de eleições da para observar algumas coisas interessantes dos seres humanos, e quero chamar a atenção para a do fingimento e do desejo real das pessoas.

Em um grupo de discussões que participo, me lembraram recentemente de que a arte está supervalorizada e a ciência subvalorizada e que deveríamos reagir a isso. Como cientista em formação é óbvio que eu gostaria que a ciência fosse mais valorizada em nossa sociedade. Refletindo um pouco me lembro de ter ouvido varias vezes (dito a mim ou a outros próximos) “ESTUDA pra você ser alguém na vida”, mas não me lembro de ter ouvido nada semelhante trocando o “estuda” por um “desenha”, “pinta”, “escupi” ou qualquer coisa do tipo. Então acho que nossa sociedade valoriza bastante os estudos, ou será que é fingimento?

Indo mais a fundo na frase, vemos que na verdade ela não é como acima mas sim “estuda pra você SER ALGUÉM NA VIDA”. Ou seja, na verdade não valorizamos o estudo (formação, conhecimento, sabedoria), mas sim o ser alguém na vida (profissão, sucesso, dinheiro, confortos). Não estou dizendo que isso é certo nem errado, somente que é o que acontece, fingimos buscar o conhecimento enquanto buscamos o emprego.

Por outro lado, em campanhas eleitorais é comum ouvirmos que educação será prioridade no governo de todos os candidatos (ao lado de saúde, segurança, transporte público, meio ambiente e tudo mais que a população peça). Então um candidato é eleito (qualquer um já que todos tem prioridades iguais) uma grande empresa ameaça falir, o que desempregaria muita gente, e o eleito dá incentivos fiscais para a empresa, retirando dinheiro da educação e, dessa forma entregando o que o povo realmente quer: emprego.

Minha primeira conclusão é que não é a arte que está ganhando terreno que poderia ser da ciência, mas sim o mercado de trabalho. Minha segunda conclusão é que de alguma forma eleitos e eleitores se entendem mesmo estando todo mundo fingindo. Só não entendi por que então não paramos todos de fingir.

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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2 respostas para Fingindo a gente se entende

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