Nomes e Conceitos

Vamos começar por uma definição: “X” é algo que existe na matéria e que causa uma aceleração proporcional a massa dessa matéria em todas as outras partículas materiais a sua volta. Ninguém nunca viu X, não se sabe que forma ele tem, qual sua cor, sua textura, temperatura, massa. Não se sabe nem se ele tem alguma dessas propriedades. Não se sabe nada sobre X a não ser o que foi definido na frase inicial.

Pela definição podemos dizer que X atua independente de ligações materiais, ele deve se estender de alguma forma para além dos limites do corpo ao qual está associado de forma a puxar os corpos que estão a sua volta. Como essas extensões não são visíveis poderíamos arriscar a dedução de que X é imaterial ou incorpóreo, apesar dele atuar sobre a matéria. Essa característica define o termo “daemon” de onde deriva a palavra “demônio”, de forma que seria razoável substituirmos “X” por “demônio”.

Por outro lado, ainda pela definição, vemos que X atua mais fortemente quanto mais pesado for o corpo ao qual ele está associado. Então seria interessante que o termo “pesado” fosse refletido no nome de X. “Pesado” em latim é “gravis”, de onde deriva “gravitas”, de onde temos “gravidade”, que seria outro bom nome para “X”.

Dessa forma chegamos a dois possíveis nomes para “X”: “demônio” e “gravidade”. Qual dos dois escolher? Acredito que devemos escolher aquele que será melhor ligado a definição pelas pessoas para as quais estivermos falando (por isso utilizamos o termo gravidade). Mas reparem na frase anterior “(…) para as quais estivermos falando”. Se você estiver falando para pessoas que não sabem português nenhuma das duas será uma boa escolha, da mesma forma se você estiver falando para alguém que associa este conceito com a palavra “demônio” mais facilmente do que com “gravidade” a primeira pode ser uma escolha melhor.

Concluindo: se você quiser falar sobre os avanços da ciência, não caia na armadilha de falar sobre os avanços da linguagem, exponha diferenças em conceitos, em profundidade do conhecimento, em aplicações práticas geradas, etc, o nome que se atribui a algum conceito raramente representa algum avanço real no entendimento do conceito.

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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