Criando e Incorporando uma Entidade

Continuando minha linha de maluquês, sempre controlada por um pouco de lucides, quero compartilhar com vocês minha primeira incorporação. Claro que antes disso você deve ter lido o que eu disse ser uma entidade. A experiência ocorreu a mais de 10 anos, quando eu ainda cursava o ensino fundamental, em uma apresentação da escola em comemoração ao dia das mães.

O professor de educação artística organizou uma pequena peça de teatro e eu fiquei com o papel principal o “Juquinha”. A peça tinha uma estória bastante infantil, o Juquinha era um personagem bastante infantil e todos os outros personagens eram animais com os quais ele conversava. Ou seja, o personagem não tinha nada a ver comigo (tirando o fato de que eu converso bastante com meu cachorro, hehehe).

Decorei toda a peça, mas ainda não estava bom. Então comecei a montar realmente o Juquinha. Eu tinha o dialogo, eu tinha todas as falas e as pequenas ações que deveriam ser executadas, mas eu não tinha o Juquinha, precisava criá-lo. Comecei a montar a sua personalidade, e depois aos poucos, a sua imagem. Escolhi entre todas as minhas roupas qual tinha a cara do Juquinha. Decide que o Juquinha usava boné, eu não gosto (e já não gostava) de usar boné. Foi muita energia investida, mas no final o Juquinha era real, e não mais apenas eu repetindo frases decoradas como um papagaio.

Fui para a escola no dia da apresentação, repassamos algumas falas e eu ainda errava de vez em quando. No momento de entrar no palco coloquei o boné, aquele era o sinal de que era vez do Juquinha de usar esse corpo, não era mais eu que estava lá, era ele. Quem poderia representar melhor o Juquinha do que ele mesmo? Se foi um sucesso vocês decidem, só digo que a peça que seria apresentada somente no período da manhã (período que eu estudava), foi reapresentada a pedido na diretora na comemoração do período da tarde, a ainda foi a única apresentação da noite.

Ok, nada de espíritos super evoluídos, orixas super poderosos, demônios goéticos ou anjos cabalísticos, mas acho que é um bom começo. Muitos atores relatam experiências semelhantes quanto as suas atuações e os céticos não reclamam desse tipo de situações, mas na verdade o que muda dessa simples experiência de criança para uma incorporação mais “poderosa” é só a natureza da egrégora envolvida, a base é a mesma.

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Sobre birutaibm

Estudo ocultismo desde os 14 anos de idade, fui iniciado DeMolay aos 17, estou me preparando para entrar para FRA (uma fraternidade rosacruz). Sou graduado em Informática Biomédica, mestre em Física Aplicada a Medicina e Biologia (mais computação que física mesmo), doutorando na mesma área. Meu perfil no Modelo de Myers-Briggs é INTJ (fiz dois testes diferentes e o resultado foi esse em ambos). Enfim ainda não sei muito sobre mim.
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4 respostas para Criando e Incorporando uma Entidade

  1. Otávio disse:

    De uma certa forma os médiuns, independente de ideologia, credo ou religião ou ainda ciência, estão lidando com as mesmas leis. Infelizmente, devido a nossa escala evolutivo ser inicial de todo um processo infinito, ainda descremos do óbvio, cientificamente provado pela imensidão do universo, que há algo além das nossas capacidades de entendimento. Há uns que compreendem o ocultismo de uma maneira natural, outros ainda acreditam que isso é meramente obra do acaso e que tem outras explicações, mas o óbvio é que ainda não temos maneiras de provar se é verdadeiro ou falso essa quantidade imensa de experiências vivenciadas por diversas pessoas em locais geográficos, culturais e temporais completamente diferentes e que sempre tendem a uma mesma fonte. E como você mesmo disse, e concordo plenamente, independente de egrégora relacionada, os mecanismos dessa lei são os mesmos em qualquer esfera envolvida. E eu na minha opinião acredito que O Criador, em Sua imensa sabedoria, soube exatamente, com o uso de leis perfeitas, aplicar Sua sapiência com o único objetivo de transmissão do Seu Amor Infinito.

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