Depois de um bom tempo sem falar sobre isso vamos ver mais uma afirmação frequente sobre a astrologia: “Cara essa história de planetas exercendo influencia gravitacional sobre a tua vida é besteira. A parteira exerce mais influencia gravitacional do que os planetas sobre você no momento do nascimento!” Sinto decepcionar os leitores que acompanham meu blog e que acreditam nesse tipo influencia dos planetas, mas esse argumento me derrotou, tenho que admitir que a parteira realmente exerce uma influencia gravitacional maior do que qualquer planeta sobre a pessoa no momento do seu nascimento.
Opa, espera aí. Eu disse “influencia gravitacional”? Ah tá, então é esse o erro do argumento. A ideia da astrologia é bem mais antiga que a ideia da gravidade, portanto a astrologia não pode estar baseada na gravidade. Mas então de onde vem a relação entre as duas?
Conforme já disse em outro post a astrologia estuda uma correlação entre eventos que ocorrem no céu e eventos que ocorrem na Terra. O ser humano tem a tendencia de atribuir causalidade onde vê correlação, daí surge o primeiro provável erro, dizer que a posição dos planetas causa algum fenômeno na Terra. Essa afirmação de causalidade gera um buraco na teoria: como os planetas podem exercer essa influencia estando tão longe?
Antes da teoria da gravitação de Newton todas as forças conhecidas agiam mediante contato físico. A gravidade introduz a ideia de forças que podem agir por campo, sem necessidade de contato físico. Era tudo que os defensores da causalidade na astrologia queriam e rapidamente passaram a difundir essa explicação. Hoje já é bem sabido que não é bem assim que a coisa funciona e alguns já começam a buscar outras explicações para a causalidade (ouvi falar de explicações que envolvem teoria das cordas, mas não conheço essa direito). Nem mesmo acredito que exista realmente uma relação causal direta, prefiro continuar só com a correlação que para fins práticos já é muita coisa.